Aquela cara

Às vezes penso que devia fazer aquela cara sexy que eu sei que ainda existe la nos recônditos da minha alma (sim porque isto nao é só físico, ok?). Aquele piscar de olho com beijinho ao canto da boca. Aquele sorriso. Diferente.

É, devia fazer mais vezes. Para o meu marido. Ele merece porque ele é (o gato mais sensual) brutal. Mesmo o melhor.

Mas não faço. Porque me esqueço. Porque estou cansada. Porque não me apetece. Porque agora “tou na minha “. E às vezes também preciso de um “espaço”.

E ando aqui a fazer esta cara de monga. Para o love of my life.

Hoje vou tirar os trunfos das mangas e fazer as minhas melhores caras (lol) — Já estou mesmo a ver. Ele entra no quarto eu faço aquela cara de mulher fatal. E ele “parte—se” a rir e a gozar comigo. Cenas da vidinha.

Atenção: a nossa relação é muito boa. Somos muito felizes e eu amo muuuito o meu marido. Ele corresponde. Só para dar uma noção ele é aquele (super) marido que a meio de uma conversa me chama de “mano”.

De uma não princesa para outra não princesa

A vida vai dar voltas. Por isso antes de tudo (tipo: AGORA), aprende (porque quase todas nós temos muito para aprender) a gostar de ti própria.

-Então aqui vai a lição da mestra (not!!!!):

A vida vai dar voltas e daqui a cinco anos quando olhares (nostalgicamente) para uma foto tua de hoje vais pensar: -“Afinal, eu era muita gira!” E hoje não consegues ver a verdade. Porque te preocupas mais com o que vais ser amanhã do que com aquilo que és hoje. E essa és tu – linda, verdadeira, mulher.

“Amanhã vou cuidar mais de mim, vou ter mais cuidado com o que visto, vou ser mais saudável , vou ao ginásio e assim depois disto tudo vou gostar muito mais de mim… (la la la… vamos dar as mãos e cantar uma canção)”

Verdade número 1: Amanha não vais cuidar mais de ti (porque:)

Verdade número 2: Amanhã não vais ter mais cuidado com o que vestes;

Verdade número 3: Amanhã não vais ser mais saudável;

Verdade número 5: Amanhã não vais ao ginásio (e assim…)

Assim É QUE depois disto tudo -> Não vais mesmo gostar assim-tanto-mais de ti. (verdade absoluta)

Por isso gosta de ti assim. Agora, hoje… Despenteada, penteada, de ténis ou de sapatos foleiros que magoam os pés, com depilação feita ou não feita… (trust me: nobody cares)

Porque, minhas amigas, as outras (gajas) só as encontro na rua nos dias em que vou despenteada, com a depilação por fazer… e até tenho sorte que normalmente uso ténis.

Nunca me cruzo na rua com as outras logo naquele dia perfeito, que até tive tempo de fazer um tótó, meter perfume – e até tinha passado um blushzito- e que logo por coincidência, nesse preciso dia eu estava mesmo a sair do gabinete de estética (sem BIGODE!) -Até vou fazer o buço 1 vez por mês (grande frequência para uma não princesa como eu) por isso nem podia ser só coincidência. (Toma gaja: Eu também faço a depilação). Não. Nesse dia ninguém vê. Com sorte, encontro a minha avó no café da esquina que me vem dar um beijinho com cara de muito preocupada e me diz “Tás tão vermelha” com ar de quem pensa “Ah tás tão feia” e me vem esfregar com o dedo no vermelho com uma nítida expressão de esperança na face de “Pode ser que saia”. Sim, porque o vermelho nem doía nadinha.

Nesse momento. Eu penso. “Uma mulher sofre”

By the way, hoje foi o primeiro xixi no bacio da verdadeira princesa cá de casa.

 

Arrumar o castelo

Ontem prometi a mim mesma que hoje era o dia! Arrumar a casa. Que pesadelo. Já nem dormi descansada.

Acordei, sai de casa à pressa para levar os miúdos à escola e depois era suposto voltar para casa para cumprir as minhas tarefas.

Estranhamente, lembrei-me de 1001 coisas que tinha para tratar antes de voltar para casa. E merecia tomar um cafezinho descansada numa esplanada enquanto via o facebook.

Cheguei a casa às 11:10 e fui obrigada a ligar o computador. Tinha MESMO que imprimir uns documentos (claro!). A impressora não está a funcionar. Que chatice. Deixa-me lá “dar uma volta” que isto de ter internet é quase como ter um jacto particular. De vez em quando lembro-me das toneladas de roupa que tenho para lavar (leia-se enfiar na máquina). A sério, a minha casa parece a primark num dia de saldos. Roupa por todo o lado. E enquanto o assunto da roupa estiver pendente não dá jeito fazer mais nada. Frustrante. A minha máquina lava 8 kg de cada vez (já referi que tenho toneladas, não já?). E depois era maravilhoso que depois de lavada, por magia, não fosse preciso usar, sujar, amarrotar. Mas não… um dia depois e já está tudo no cesto da roupa suja again (and again). Assim sim, dava motivação tratar da roupinha, era tipo uma vez na vida (estava ótimo). Ninguém aguenta: meter na máquina (esperar…..), estender, apanhar e dobrar e guardar na gavetas. Sim, porque eu não passo a ferro. Era só o que faltava. Raramente guardo nas gavetas. Ficar por ai nos cestos da roupa dobrada (orgulho) torna o dia-a-dia muito mais emocionante. É do género: oh mãe! Preciso de umas meias! E lá vou eu com a mesma garra , resiliência e coragem de quem vai fazer uma missão a marte.

Resumindo: a melhor parte desta saga é só mesmo estender. Nesse momento uma pessoa sente-se bem sucedida. É só virar as costas e mission done!

Depois ainda há um pormenor , a incrível separação da roupa para lavar: roupa clara/roupa escura. Isto é que se devia aprender na escola. Parece básico, mas não é. Há poucos dias lavei umas calças minhas de cor bordeaux (eu sabia que só devia vestir calças pretas) e até fui inteligente e lavei com outras peças de cor escura. Resultado, o marido e o filho não acharam assim grande piada aos desenhos e letras brancas nas t-shirts pretas terem passado a ser cor-de-rosa.

Outra coisa que eles não apreciam (já aprendi) é que eu use a máquina de secar. A máquina de secar faz milagres. Juro que aqui não sou culpada. A máquina tem poderes. Num instante seca a roupa (verdade) e também tem a capacidade de transformar uma simples peça de roupa de tamanho M numa peça de tamanho que só conseguiríamos encontrar numa secção de criança (true story).

Bem, vou apanhar roupa. Que já é meio dia. E mais logo tenho uns episódios de family guy para ver.

A não princesa

Sou uma gaja “não princesa”. Uso, na boa, as mesmas calças uma semana seguida, com a particularidade de que mesmo após essa semana volto a vestir umas calças iguais. De preferência pretas. No inverno pretas. Sempre calças pretas.

Todos os meses sou capaz de pensar: “Vou mudar”. — Faço uma limpeza de pele, uso mais de 3 merdas diferentes para esse efeito (“limpar?!”). Acho que é um esfoliante (só o nome mete medo), um leite de limpeza, um tónico e quase que posso jurar que me estou a esquecer de algum… Depois há o creme de noite. Podem acreditar: tenho um creme de dia e um creme de noite. Sei que parece mentira. Até a mim ainda me parece. Nunca sonhei que isto pudesse vir a acontecer. Eu. Euzinha! Tenho um creme de dia e outro para a noite. And believe it or not… São da mesma marca. Mesma gama. Tipo conjunto (a sé—ri—o). E o melhor de tudo é que estes cremezinhos devem durar até eu ser bisavó (pela quantidade astronómica de vezes que eu os uso). Ah! E ainda há o creme de olhos que eu ainda nao tenho. Pois. How is it possible? Eu até curto bue de comprar cenas destas. Enfim… Estava a contar que todos os meses tenho este sonho de “mudar”, prometo a mim mesma e até parece que é verdade. Sabem, cuidar mais de mim e isso… Mas eu faço isso 1 (UMA) noite SÓ. Na noite ou melhor, na manhã seguinte, lavar os dentes já custa porque tem estado um frio do caraças. E à noite… “ontém devia estar maluca” perder tempo (bué tempo) em que podia — e posso 🙂 — estar no sofá a comer bolachas e a ver “uma família muito moderna”. ~ Who cares?

Durante uma semana… ou melhor dois fins de semana seguidos, do tipo: este fim de semana sim,  durante a semana não, o próximo fim de semana sim. Uso base, blush, rímel e baton. E perfume! E, sei lá, sinto—me A MAIOR! Não de gira, mas sim de heroína. É que yah! Tenho dois filhos e depois até parece que nem combina muito bem mãe com uma mulher assim que tem tempo para essas coisas (estou a gozar, claro!). Ás vezes parece que uma pessoa se sente mais chique assim arranjada e pintalgada. Deve ser por isso, que tempo para tanta coisa, só quase para malta da realeza. Mas eu confesso, eu até tenho tempo. Tenho é mais preguiça ainda do que tempo. Ah e isto tudo só para ir ali ao café que fica a 200 metros e voltar para casa. «Like a BOSS»

Vario bastante nos casacos. Acho que tenho mais casacos do que camisolas! Assim por alto, uns 6 casacos (uau). Daqueles que fecham dos joelhos até ao queixo. E porquê? Eu explico. Debaixo do casaco não se vê. Verdade ou mentira? Até posso levar o meu pijama-quentinho-polar-com-a-cara-de-um-panda. E nunca ninguém irá desconfiar. Só penso que isto pode correr mal se um dia eu for atropelada ou assim. Mas é pouco provável. E mesmo que isso pudesse eventualmente acontecer acho que até chegar ao hospital talvez ninguém se preocupasse com a minha temperatura corporal e me despisse o casaco (e mesmo assim também era preciso eu já estar em coma para deixar) – et voilá: Aposto que lá ninguém ia reparar no meu pijama porque pijama de hospital também não caminha para o lado do sexy.

Uma vez por ano também me dá outra pancada: cortar o cabelo! E vou e corto e arrependo—me. Seeempreee!!! Mas é outro acto de tentar provar às pessoas que consigo!

Adoro estar no sofá. O meu sitio preferido no mundo inteiro. Também gosto de ir ao lidl. Adoro. Adoro ir às promotions. E aqueles corredores sempre cheios de novidades de que ninguém precisa – uma tentação – são a oitava maravilha do mundo. Acho que me faz lembrar as feiras. Como eu gostava de feiras quando era criança. Agora? Casa. Sair de casa é uma chatice.

Já tive o meu dia de sim princesa. Sou casada com o nerd mais giro do planeta. Não… não usa óculos. É todo jeitoso. Homens com óculos também gosto (de ver), mas ele não usa mesmo. Usa piercings e tatuagens. E enquanto eu estou aqui com estas tretas ele está a jogar computador (enquanto não partir o teclado). Está concentradíssimo. É um falso nerd. Parece que é algo assim secreto. Eu se o visse na rua sem o conhecer nunca iria dizer que ele gostava era de estar em casa a jogar computador. Até que manda um certo charme estar ali a lutar entre a vida e a morte. Bem, continuando, aqui a não princesa casou com um vestidinho da zara de 20 e poucos euros. E estava mais que princesa.

Bem, isto só para explicar a razão do nome que dei ao blog. O primeiro que pensei foi “Blog de uma Neurótica”. Mas depois achei um bocado hardcore começar logo assim. Só por isso. Porque neurótica sou mesmo.

Não sei se há mais por ai, neste planeta. Mas acredito que sim. Que não faltam mulheres não princesas. Mas não é fácil admitir. É tipo admitirmos que também não somos boas donas de casa, ou que não sabemos cozinhar. Pois, eu também não disse que era perfeita!

Isto é apenas uma tentativa  de iniciar uma espécie de apresentação.  Logo continuo. Que estar aqui armada em Saramaga também cansa.

Espero “usar” este blog… mais do que creme hidratante.