comer orar amar

​​Todas nós temos aquele gostinho por sofrer.

Nós gostamos de ficar naquele quartinho escuro, chamado de melancolia. Gostamos! (Eu cá, acho que o domingo à noite é perfeito para isso “oh meu deus mais 5 dias em que é preciso roupa lavada para todos logo de manhã”.)  Não é preciso nenhum doutoramento em ciências “do início da civilização humana” para saber disso. E está na natureza. Se nós não gostássemos de sofrer não tínhamos filhos (dar à luz oh tão bonito). NUNCA. E estaríamos extintos.

Nós só faríamos amor. Até não restar ninguém.

Por isso podemos afirmar que somos realmente responsáveis pelo desenvolvimento e continuação da espécie. https://www.youtube.com/watch?v=VBmMU_iwe6U

Parece que até percebo realmente disto, mas não. Não tem nenhum fundamento. Aliás, eu só escrevi m*rda.

Eu adoro ter filhos. Depois de mais ou menos 15 dias após o nascimento. Quando já consigo andar. Estar grávida é muito lindo durante o primeiro trimestre e o parto  já não é como na pré história, existe epidural e outros procedimentos que “facilitam”. Mas eu, claro que não tive essa sorte. Não digo que o meu último parto (sim porque isto acontece—me imenso, 2 vezes já é uma verdadeira loucura) foi digno da idade da pedra, mas garanto que foi no mínimo dos tempos medievais.

Dei por mim com estes pensamentos enquanto pensava (é… quase sempre penso em duas coisas ao mesmo tempo e nunca uma tem a ver com a outra) que amanhã vou estar sozinha em casa pela primeira vez em muito tempo. https://www.youtube.com/watch?v=PIb6AZdTr-A

Eu fiquei tão feliz. A sério. E continuei a cantar “That’s aaaaaaall they reeeeeeeally waaant… uuuoooh, uuuuohhh Oh girls just want to have” um diazinho só delas… uooohh

Eu não vou lançar foguetes, para não dar azar. E nenhum deles partir um pé, ou ficar com diarreia e lá se vai TUDO por água abaixo.

Mas já tenho os meus planos.

Depois venho aqui contar como foi o meu dia, de finalmente uma princesa, dona do seu castelo.

Fazer ó-ó

​Eu não sei se já passaste por isto, se estás a passar ou se eventualmente poderás vir a passar um dia. (Contém spoiler)

Quando se tem filhos, há sempre uma questão delicada que permanece na incerteza até à hora da verdade: – A hora de fazer ó-ó.

Ontem aconteceu o que nunca pode acontecer, que é a bebé adormecer no sofá a ver o canal panda e de um instante para o outro (enquanto eu já esfregava as mãos a pensar no que podia fazer descansadinha com o meu tempo livre) ela abrir os olhos e começar a rir à gargalhada (se já parece assustador, continua a ler).

Ela acordou; completamente doida.

Ela ria, ela gritava, ela chorava, ela dançava, eu sei lá.

O pai, ao aperceber-se que a mãe (eu mesma) não estava já com grande paciência, e numa tentativa de a acalmar levou-a para o quartinho dela. Ai, eu fui lá fora fumar um cigarro. Demorei o tempo de fumar uns 7 ou 8.

Voltei e abri a porta na esperança de que o domador já tivesse dominado a fera (ou lançado no mínimo um dardo tranquilizante). Mas não. Lá estava a bebé (é óbvio que não trato assim a minha filha, eu chamo-a pelo nome)  fresca como se tivesse dormido umas 6 horitas. Nesse momento, eu percebi que seria inevitável – a troca de turnos.

A situação já não é por si só nada fácil, mas o paizinho antes de dar de frosques lembrou-se de lhe dar um livro!!!!! Oh meu DEUS! Ele sabe que quando ela se agarra a um livro nunca mais se esquece daquilo. É uma chatice. Eu queria era que ela dormisse. A esperança de que isso acontecesse (rápido) desvaneceu. Eu ainda mandei para o ar um “dói-me a cabeça” como quem diz “vê lá não te demores”. Lá foi o pai. E ficámos nós as duas.

Entretanto veio o filho mais velho (um anjo) que já não mói ninguém. Pelo menos não na hora do “ó-ó”. É bastante pragmático. Beijinhos, boa noite, amo-te muito, bons sonhos. E cada um vai à sua vidinha sem problemas nenhuns. (Só para dar um ponto da gravidade da situação, a bebé diz “bom dia mano” oh meu deus, louvado sejas. Ela pensa que já é de manhã. Eu estou li—xada!!!!)

Esse pensamento aliviou-me um bocadinho. Isto não vai durar para sempre. O ir adormecer. Eles são é muito mal habituados. Eu adormeço sem abanicos e nunca me queixo.

Inocentemente, tento levar o livro para longe do campo de visão dela e pergunto “vamos fazer óó morzinha?” ela (e isto agora é mesmo a sério) abre aqueles olhões que mais pareciam holofotes, faz uma cara que mais parecia aquelas caras dos filmes de terror e começa a repetir com grande frequência a palavra não: “nãaaaaooooo, nãaaaaooooo, nãaaaaooooo, nãaaaaooooo”. Eu tive medo.

Lá se esqueceu ela do livro e foi buscar um brinquedo. Não vou explicar detalhadamente que brinquedo era porque eu precisava de meia vida para o conseguir fazer. E mesmo assim não seria fácil de visualizar. Mas posso afirmar credulamente que começaram a saltar corpos e asas de borboletas e florzinhas às quais ela se referia, com grande entusiamo, como goga (rosa) e gul (azul) por todo o lado. Mais gritos. Muito barulho. Já passava da meia noite. Eu estava a ficar nervosa. Eu sussurrava “por favor filhinha, olha o vizinho, vamos fazer ó-ó”. Eu só queria ir para o sofá, relaxar.

Antes, quando ela ainda não se mexia, isto era mais fácil de resolver. Eu levava-a para a nossa cama e olha, logo se via quem adormecia primeiro. Alguém haveria de ceder e normalmente era eu. Mas agora ela quer comer as minhas bolachas. E eu preciso daquele timing antes de adormecer, a ver (5 minutos de) um filme (e a comer bolachas). E ela não deixa. Ela quer sempre as minhas bolachas.

Bem, já que não os podes vencer, junta—te a eles. Achei melhor aproveitar a situação e brincar um bocado. Ela não ia dormir mesmo.

Seguiram—se lindos momentos a adivinhar onde estava o goga e onde estava o gul. Brincámos com as mãozinhas uma da outra. Rimos. Demos beijinhos.

Ela voltou a lembrar—se do livro. E eu acabei por levar com aquele “corpo de borboleta” que referi à pouco, diretamente nas trombas.

O pai abriu devagarinho a porta e eu adorava poder dizer que ela adormeceu serena nos braços da sua mãe. Mas não.

Quando se lembrou do livro também se lembrou que a cama podia ser trampolim.

E eu (deus me perdoe) disse “mor, a miúda ta maluca”.

Nova troca de turnos. Porque eu fui “fazer cócó” (código secreto que os pais utilizam entre si, que é como quem diz “não estou a aguentar mais, preciso de uns minutos sozinha/o barricado/a”).

Eu fiz tudo o que pude (me lembrar) de fazer. Só para escapar. Lavei os dentes, fiquei a olhar para o aquecedor que acabava de secar as calças para o (filho) mais velho vestir de manhã, com cara de quem pensava que se estivesse ali a olhar para ele com uma expressão (neurótica) ameaçadora, ele acabasse por secar as calças mais rápido. Oh meus deus, é só um aquecedor. Eu não estava bem. Apercebi-me que perdi (ou ganhei) pelo menos 10 minutos na tentativa de intimidar um aquecedor a óleo.

Quando voltei à realidade, lá estava ela. A dormir (tão querida) no colinho do papá. 

E eu fui comer as minhas bolachas.

E sim, comi bolachas depois de lavar os dentes.

Amour amour: Cinta 1 — 0 Eu

Hoje já comecei a pensar no dia dos namorados. Uma vitória. Normalmente lembro—me dessas datas na véspera. E depois lá vou eu a correr “aos chineses” comprar uma t—shirt ou uns boxers ou meias (que NUNCA são demais). Sim, sou uma querida. Hoje estava eu toda orgulhosa por já estar a finalizar a minha encomenda online (super moderna aqui a menina) quando no FIM, sim, só no fim —depois de entrar no carrinho das compras, sair do carrinho, voltar ao carrinho, corrigir o carrinho e finalmente o pagamento ser aceite — é que me aparece uma tal de “notificação” que me elucidou carinhosamente que a minha encomenda chegava daqui a qualquer coisa como 14 a 21 dias. Assim. De chapa. Do tipo: si fudeu, né cara? E eu investiguei previamente. Mas nenhum daqueles milhares de links me esclareceu. Pois. Era… era importante (a data). Olha, azar! A prenda do dia dos namorados fica para o dia do pai ou quando eu algum dia precisar de pedir desculpa assim como quem nao quer a coisa. Chego lá, de trombas e atiro—lhe com a prenda como quem diz ” tou amuada, não tenho motivos e vê lá que sou uma querida que te comprei uma prenda e nem é natal nem nada, abraça—me rápido ou eu amuo mais 3 dias”. Pois, pode ser que dê “jeito”.
No meio de tudo isto, lembrei—me da nossa última saída romantica. Fora de casa, sem filhos.
Como prenda de anos ofereci—lhe (ofereci—”nos”) uma noite num hotel da—que—les…
Eu confesso que caprichei. Toda arranjadinha. Cabelo esticadinho. Roupaaa nooova. Toda pintadinha. Cheirosa. Porra! Tava quase sexy.
Lá fomos nós jantar fora. Comi que nem uma lontra. Logo ali a meio do jantar, pensei para com os meus botões “nao devia ter vestido estas cuecas—cinta—adelgaçante” mas… tranquilo no estilo.
Já no carro tive de confessar “mooor tou um bocado mal disposta, acho (eu tinha a certeza) que comi demais”, achei que ainda nao era o momento oportuno para revelar o porquê de eu estar tão elegante (e magra) depois de ter devorado um jantar que dava para no mínimo 2 ou 3 pessoas. Não exagerando.
Fomos sair. Beber um copo. Uma maravilha. Foi super divertido.

Mas eu já não estava mesmo a aguentar. Estava a morrer.

Mas divertidíssima. Estávamos in love. Era a noite dele. Estávamos felizes e contentes.

Antes de irmos para o quarto do tal hotel ainda tive a coragem de pedir uma tosta mista e uma coca cola. Foi a última gota. A ÚLTIMA. Juro por tudo o que é mais sagrado nesta vida. Eu fiquei muito mal. Mesmo. Cheguei àquele ponto em que já nem dar um punzinho eu podia.
Agarradinhos e abraçados lá fomos nós até ao hotel. Ai saiu: “não devia ter vestido esta cinta”. “Esta quê?” questionou ele. Eu acho que ai revirei os olhos e sinceramente, nem me lembro se da minha boca conseguiu sair mais alguma palavra.

Foram cerca de 200 metros. A mim pareceu—me que nunca lá ia conseguir chegar. Mas consegui.

Chegou o momento. Um quarto de hotel. Tantas da noite. Só nós dois (e a put@ da cueca—cinta—adelgalçante). E eu incapaz. De tudo.

EU ESTAVA A VER TUDO AZUL.

Eu sabia o que ia acontecer assim que a minha barriguita se libertasse. E assim foi. Casa de banho com ela.

Acho que dá para imaginar. Aquele silêncio no quarto. E eu que, por mais que me esforçasse não conseguia reduzir o volume dos puns. Agradeci a deus quando ele* ligou a televisão. E eu até faço cocó à frente dele e vice—versa, eu até gosto de me sentar no bidé ao lado dele enquanto ele próprio também faz cocó. Na boa. Sem preconceitos nem vergonhas nenhumas. Mas não era este tipo de cocó. Este é estritamente reservado.

E assim foi. A nossa noite. Acabámos por dormir no sofá. Ele. Porque eu ainda me levantei uma série de vezes.

Tudo por causa da cinta—cueca.

* ele, o marido, não deus.
Ele ficou chateado? Ficou. Porque eu não avisei que havia piscina e jacuzzi.

Quer dizer. Tanta merda para esconder a barriga (vestida) e ele ainda queria que eu tivesse levado na mala bikinis e calções. Claro que me “esqueci” desse pormenor.
É quando me lembro deste género de episódios que percebo o quanto é bom ter um marido assim. Que me ama. Sempre. Que me aceita, respeita, apoia e é meu amigo. Mesmo quando eu estou literalmente, na merda.
Entretanto enviei um email a questionar se existe a remota possibilidade de a encomenda chegar mais cedo. E parece que sim.
Lesson to learn: nunca usar cintas, mesmo que já não sejam as cintas do tempo das avós e até pareçam peças de lingerie requintadas, disfarçadas com rendinhas. Podem ser pretas ou vermelhas. Não interessa. É uma cinta. E não é para meninas.
Eu que pensava que já tinha passado por tantos “sofrimentos” na vida, que era uma mulher forte. Olha, não me aguentei à bomboca com a cinta.
Espero que me corra melhor esta próxima data especial. Espero que seja um dia/noite simples. Vá, podemos oferecer um recuerdo um ao outro (eu ofereço sempre qualquer coisita na ordem dos 20€ e fico sempre na expectativa de receber uma de pelo menos 100). Dar um beijinho e dizer “feliz dia dos namorados ehhh” e “agora deixa—me ir beber café”. “Amo—te”.

Carga emocional

Sempre tive umas certas pancas. Quando era pequena casava (sim, de casamento) o lápis preto com o branco e o rosa com o azul… E arrumava—os assim aos casalinhos. Todos perfeitamente organizados por cores na caixinha de metal com aquele suporte branco com saliências para segurar harmoniosamente os lápis durante os seus relacionamentos. Sempre com as letras douradas para cima. Aquela forma hexagonal que permitia que eles rodassem sobre si emitindo aquele característico som (tr tr tr tr tr) deixava—me completamente fascinada.

A minha mãe comprava—me sempre os melhores lápis. Aquelas caixas mais bonitas. Lembro—me tão bem dessa sensação. Nesse momento eu sabia que a minha mãe acreditava e confiava em mim. Sentia—me mesmo uma mulher. Mesmo com 6 ou 7 anos. Eu percebia o que era ser uma mulher. A responsabilidade de carregar na mochila aquela lata de lápis que para mim era tão valiosa. O ter de provar que conseguia lidar com tão grande responsabilidade.

E estava certa. Agora é igual. Mas não são lápis que carrego. E a carga vem sempre em cima dos ombros. E não é material. É sobretudo emocional.

Sem “frescuras”

Eu não sei se isto acontece só comigo. Sou aquela que SE PASSA dos carretos se vê pessoas (aquelas que comigo coabitam) a abrir o frigorífico e a beber pela garrafa.

Epah. Tira—me do sério. Vou logo lá “ohh—paaaaaa olha lá! Olha as bactérias, os fungos e as doenças”.

(Somos todos saudáveis, graças a deus)

Mas… tenho um terrível vicio malicioso. Quando ninguém está a ver e há sumo fresquinho, lá vou eu e pimbas (!) também bebo pela garrafa. Logo. Sem copo. É top.

Viagens no tempo

Hoje foi dia de ir passear à arrecadação. Como eu adorava poder dizer “hoje foi dia de ir passear ao sótão”. Mas não. Só tenho arrecadação mesmo. Uma arrecadação que mais parece um buraco negro.  Uma grande merda de arrecadação que por acaso é minúscula.
Enfim…
Antes do “passeio” é preciso encontrar a chave. Depois é preciso encontrar outra chave. Duas portas para entrar no maravilhoso mundo encantado da confusão, do pó e das tralhas (que não servem para nada mas é sempre melhor guardar… nunca se sabe qual será o dia que eu vou precisar de uma banheira de bebé ou do tapete (quadro? Nunca percebi bem) de arraiolos que me ofereceram de prenda de casamento). Já precisei de uma banheira de bebé. Mas foi mais fácil comprar uma nova. Por acaso há banheiras de bebé baraterrímas. Verdadeiras pechinchas. Se tudo na vida fosse acessível como uma banheira de bebé isto seria um mundo justo.
No meio das tralhas perco—me facilmente do meu objectivo (o que é que eu ia procurar mesmo?) é tão divertido abrir aquelas caixas de cartão, ficar com aquele sabor característico de pó na boca e sair de lá a parecer que meti base (daquela em pó) e encontrar aquelas porcarias todas que eu não via há mais de um século.
Encontrei um livro.
Um livro que a minha avó me deu.
Lembrei—me nostalgicamente do dia em que a minha avó me deu o tal livro.
Sorri.
Lembrei—me do dia em que fiz 11 anos (mais ou menos).
Abri o livro e por curiosidade fui ver a data da edição. 2007. Dois mil e sete.
Em 2007 (depois de muitas contas de cabeça) eu não tinha 11 anos. Nem 15. Eu tinha mais de 20.
Com mais de 20 anos, a minha avó ofereceu—me um livro que se chama ” O livro das Raparigas — Como ser a melhor em tudo “. Ok, eu já sabia que a família já tinha perdido todas as esperanças em mim. Eu NUNCA ia ser a melhor em tudo. Eu nem sequer sou hoje (10 ou 15 anos depois) a melhor em nada. Vá lá que tive dois filhos lindos.

Depois ter passado da fase da indignação, resolvi abrir o livro. Comecei a explorar o índice.

– Como ficar perfeita nas fotografias

– Como treinar o cão para dar a pata

– Como escrever um haiku (um quê?) merecedor de um prémio

– Como fazer uma rã dar um grande salto

– Como cultivar os próprios tomates (really?)

– Como fazer o maior balão de pastilha elástica

– Como fazer ratinhos de açúcar

– Como transformar água em limonada (se for com limões, essa sei)

– Como espalmar flores

– Como descobrir o teu ponto cego (só ainda ouvi falar no ponto “g”, mas não, não era isso que eu fui confirmar na página 68)

– Como cuidar de pintainhos

– Como tricotar com os dedos

– Como sobreviver a uma invasão de extraterrestres

– Como fazer uma cabeça de ovo

– Como fazer o próprio batom (wow!)

– Como fazer uma amiga levitar

(e há mais… muito mais… mais do que possam imaginar)

Estou em choque.

Isto é só um resumo do que se encontra no índice. E eu nada. Na-da. Desculpa lá a desilusão avó.

Como quem não quer a coisa, lá vim eu da arrecadação, com uma make-up de fazer inveja e umas teias de aranha só para finalizar o look, de livrinho debaixo do braço.

Nunca se sabe. Não para mim (que burro velho não aprende línguas), mas sei lá. Tenho uma filha bebé e daqui a uns anos quando ela vier com aquela cara de chica-esperta me perguntar algo tipo “como atravessar as Cataratas do Niagara numa corda bamba” (também lá está essa) eu não vou ter de fazer uma valente cara de ursa e responder “sei lá” ou pior ainda “não sei”.

Aqui estão todas as respostas que eu nunca pensei precisar. E nunca precisei. Mas isto sou só eu, que não sou perfeita.

 

 

Aquela cara

Às vezes penso que devia fazer aquela cara sexy que eu sei que ainda existe la nos recônditos da minha alma (sim porque isto nao é só físico, ok?). Aquele piscar de olho com beijinho ao canto da boca. Aquele sorriso. Diferente.

É, devia fazer mais vezes. Para o meu marido. Ele merece porque ele é (o gato mais sensual) brutal. Mesmo o melhor.

Mas não faço. Porque me esqueço. Porque estou cansada. Porque não me apetece. Porque agora “tou na minha “. E às vezes também preciso de um “espaço”.

E ando aqui a fazer esta cara de monga. Para o love of my life.

Hoje vou tirar os trunfos das mangas e fazer as minhas melhores caras (lol) — Já estou mesmo a ver. Ele entra no quarto eu faço aquela cara de mulher fatal. E ele “parte—se” a rir e a gozar comigo. Cenas da vidinha.

Atenção: a nossa relação é muito boa. Somos muito felizes e eu amo muuuito o meu marido. Ele corresponde. Só para dar uma noção ele é aquele (super) marido que a meio de uma conversa me chama de “mano”.